NELSON RITCHIE
Nomé pour le prix de la révélation de l'année 2008 par radio Romantica

Presse: Lusojornal N°191, 11 décembre 2008
Vai fazer a primeira parte do concerto de Tony Carreira em Paris
O regresso a França de Nelson Ritchie
Chama-se Nelson Ritchie, é filho de José Antunes,um dos
fundadores do grupo ‘Irmãos 5’ e
sobrinho de Tony Carreira. Nasceu em França, e viveu em Dourdan até aos 18
anos.Agora vive em Portugal e acaba de gravar um primeiro disco.
No dia 7 de Fevereiro vai fazer a primeira parte de Tony
Carreira no Zénith de Paris. O LusoJornal entrevistou-o.
LusoJornal: O Nelson começa agora a dar os primeiros passos no
mundo da música, como está a correr este início de carreira?
Nelson Ritchie: O início está a corer muito bem,melhor ainda do
que o esperado.A fase de promoção do primeiro single correu muito bem,e o
público revelou um grande interesse pela minha música, o que me incentiva a
levar ainda mais longe o trabalho que tenho
desenvolvido até agora. Tenho recebido muitas mensagens de apoio e
reconhecimento da parte do público e isso é muito gratificante, porque toca muito
no coração.
LusoJornal: Como começa o teu interesse pela música?
Nelson Ritchie: O meu interesse pela música começa muito cedo,
dado que através da minha família sempre estive ligado ao meio musical.
Eu acompanhava o meu pai, produtor musical, nos concertos que
ele produzia e convivia com artistas, o que fez com que eu sempre andasse num
ambiente de música.
Mas a minha iniciação no meio musical enquanto músico começou
aos 16 anos, quando comecei a aprender a tocar viola baixo e guitarra.

Nessa altura percebi que tocar guitarra, compor melodias e
escrever letras era o que mais me fazia feliz.
Comecei então a escrever aquilo que me passava pela alma, e foi assim
que nasceram os primeiros temas da minha autoria. Acho que foi exactamente
nessa altura que percebi que a música era a profissão que eu via para mim e que
era o caminho que eu queria seguir.
LusoJornal: Fala-me um pouco sobre o teu álbum de estreia ‘Primeiro
Sinal’.
Nelson Ritchie: O álbum ‘Primeiro Sinal’ pode ser designado como
sendo um disco muito pessoal, porque muitos dos temas do disco são da minha
autoria. Eu escrevi os temas deste disco ao longo de vários anos, desde os meus
17 anos até hoje, o que faz com que os temas sigam vários estados de espírito,
de evolução pessoal, e maturidade. Eu sou o fruto de várias nfluências
musicais, desde românticas, pop-rock e latinas, e o disco retrata essas
influências.
Tenho muito orgulho neste disco porque acho que consegui fazer
um trabalho que representa exactamente aquilo que eu sou, o que senti e sinto
hoje.
LusoJornal: Quais são as tuas ambições enquanto cantor?
Nelson Ritchie: A minha ambição enquanto cantor é conseguir ter uma
carreira de sucesso, viver desta profissão e talvez ser mais tarde uma referência
da música portuguesa.
Gostava de cantar para milhares de pessoas e poder um dia olhar
para trás e pensar que cada tema que escrevi ou interpretei fez uma pessoa mais
feliz durante uns minutos. Isso é a minha ambição…
LusoJornal: E a nível pessoal?
Nelson Ritchie:A nível pessoal, a minha ambição é simplesmente
ser feliz, encontrar um grande amor, formar uma família e ter as pessoas
que eu amo perto de mim o maior tempo possível. É algo tão simples e ao mesmo
tempo tão complicado, mas acho que é o sonho de todos e nunca se deve desistir
dele.
LusoJornal: Qual é a sala de espectáculos onde mais gostarias de
actuar?
Nelson Ritchie: Confesso que não pensei muito nisso, mas sem
dúvida que o Olympia em Paris está nos primeiros lugares do meu top. Porque além de ser uma sala mítica, é uma sala
que permite fazer um grande concerto e estar muito perto do público, o que
permite uma comunicação e uma harmonia especial neste lugar.
LusoJornal: Gostavas de fazer um trabalho com o teu tio, Tony Carreira,
ou com o teu primo, o Mickael Carreira?
Nelson Ritchie: Sim, claro que gostaria, porque além de serem
muitos bons profissionais, temos uma grande cumplicidade, que iria tornar o trabalho
ainda mais especial, e sem dúvida ainda melhor.
LusoJornal: Como achas que vais reagir com o assédio das fãs?
Nelson Ritchie: Não sei bem, mas não é algo que me assusta,
porque acho que não é necessário pensar na reacção que se deve ter.Apenas vou
reagir com normalidade porque acho que o público consegue perceber quando algo
é espontâneo ou não. Portanto irei reagir com respeito e carinho, porque é o
que sinto para com as pessoas que me apoiam e fazem com que a minha carreira
esteja no bom caminho.
LusoJornal: Já és reconhecido na rua?
Nelson Ritchie: Por enquanto ainda não aconteceu, ou então não
dei conta disso.
LusoJornal: Qual é a tua
música preferida do álbum?
Nelson Ritchie: Confesso que gostava de poder responder a esta
pergunta, mas é impossível para mim.
Da mesma forma que é impossível para uma mãe escolher entre 2
filhos, não sou capaz de escolher uma música no álbum. Cada uma tem uma
história, uma emoção que representa algo para mim, portanto gosto de todas de
forma diferente.
LusoJornal: Sei que viveste muitos anos em França. Como foram esses
tempos em que viveste em Dourdan?
Nelson Ritchie: Foram provavelmente os mais importantes da minha
vida. Eu vivi em França até aos 18 anos, então foi aqui que eu nasci, cresci, e
me tornei no homem que sou. As minhas melhores recordações, os meus melhores amigos e uma parte da minha vida e do meu coração
estão e estarão sempre aqui.
LusoJornal: No dia 7 de
Fevereiro tens o teu primeiro espectáculo ao vivo no Zénith em Paris.
O que significa para ti começares a tua primeira Tour no país onde
viveste 18 anos?
Nelson Ritchie:Isso significa imenso para mim, porque sinto
imenso carinho pela Comunidade portuguesa em França. Sinto quase que estarei em
família, porque cresci nesta Comunidade, portanto será um grande momento para
mim, que nunca irei esquecer. Eu fiz questão de dar os meus primeiros passos em
palco em França,porque é um regresso às origens para mim.
LusoJornal: Uma mensagem para todos os portugueses a viver em
França.
Nelson Ritchie: Queria mandar um grande abraço a todos os
portugueses em França,espero ver-vos brevemente no Zénith, onde farei a
primeira parte do concerto do meu tio.
Souce: Lusojornal, N°191, 11 décembre 2008
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